O rim e tratamento da insuficiência renal

O rim é o órgão responsável pela filtragem do sangue, retirando do sangue a uréia, o ácido úrico, o fósforo e o hidrogênio. Além disso, reabsorve albumina, sódio, potássio e cálcio.

O rim também é responsável pela produção dos seguintes hormônios:

Eritropoietina – estimula a produção de glóbulos vermelhos

Sistema renina angiotensina aldosterona – Aumenta a pressão arterial

Calcitriol – Vitamina D ativada, aumentando o cálcio dos ossos

O diagnóstico da insuficiência renal se dá através da estimação da Taxa de filtração glomerular. A mesma pode ser estimada através de amostra isolada de Creatinina sérica. Porém este não é considerado um bom método para o diagnóstico. Atualmente os mais aceitos e utilizados se baseiam em fórmulas de Clearance de creatinina, como a de Cockcroft-Gault ou a de Urina de 24 horas.

O tratamento da insuficiência renal vai depender da fase em que o paciente se encontra. Caso seja uma insuficiência renal aguda do tipo pré renal recomenda-se fornecer volume na forma de solução salina, cuidando para evitar a sobrecarga e insuficiência cardíaca congestiva. Também é possível através de uma massagem melhorar. A insuficiência aguda pós renal,o tratamento consiste em desobstruir a saída da urina. Para o tipo renal, o melhor tratamento é a prevenção, tratando adequadamente a hipertensão arterial, o diabetes mellitus e evitando medicamentos nefrotóxicos. As infecções devem ser prontamente tratadas para evitar suas complicações, portanto se você acha que se encontra com um desses quadros clínicos, procure imediatamente um nefrologista, pois ele é o profissional indicado para prescrever-te um tratamento.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) , um grande número de pessoas sofre de doenças renais. Algumas apresentam doenças como diabetes e pressão alta que, senão tratadas corretamente podem ocasionar à falência total do funcionamento renal. Existem outras que quando são diagnosticadas já estão com os rins totalmente debilitados, ocorrendo neste caso o encaminhamento do paciente para a hemodiálise. Na maioria dos casos, este tratamento acaba sendo feito para o resto da vida, caso não haja a possibilidade de se fazer o transplante.

Em todo o mundo, 500 milhões de pessoas sofrem de problemas renais e 1,5 milhão delas estãoem diálise. Asestatísticas revelam também que uma em cada dez pessoas no mundo sofre de doença renal crônica. De acordo com os dados, pacientes com esse tipo de doença têm 10 vezes mais riscos de morte prematura por doenças cardiovasculares. A estimativa é de que 12 milhões de pessoas no mundo morrem por ano de doenças cardiovasculares relacionadas a problemas renais crônicos.

Mais de 80% dos pacientes que fazem diálise, segundo informações da Sociedade Brasileira de Nefrologia, estão nos países desenvolvidos. Na Índia e Paquistão, por exemplo, menos de 10% das pessoas que precisam recebem algum tipo de terapia e na África quase não há acesso ao tratamento e as pessoas acabam morrendo.

O crescente número de doentes renais no Brasil já o tornou o terceiro maior mercado de hemodiálise do mundo. No Brasil a doença atinge 2 milhões de pessoas, sendo que 60% não sabem . Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, em 2005, foram 32.329 novos pacientes. A taxa de aumento de 2005 para 2006 foi estimada em 8,8%. Segundo as informações, dos 120 mil brasileiros que precisam fazer hemodiálise, apenas 70 mil estãoem tratamento. Emjaneiro de 2006 o número de pacientes chegou a 70.872. O número de óbitos em 2005 foi de 12.528, sendo a taxa de mortalidade de 13%.

No Brasil, 98,2% dos centros de tratamento dialítico possuem convênio com o SUS; 89,9% dos pacientes são reembolsados pelo SUS e, 12,1% dos pacientes possuem outros convênios. Os números apontam ainda que 47% dos pacientes em diálise estão na fila do transplante renal e 25% dos pacientes em tratamento, são diabéticos. Estima-se que em 2010 o número de pessoas em diálise no Brasil seja de 125 mil.