Epicondilite de cotovelo e o tênis

O tênis é um esporte que a cada dia agrega um número maior de praticantes, quer de forma recreativa ou quer de forma profissional.

Alguns cuidados devem ser observados para não haver lesões por excesso de uso (overuse), levando a sintomas passageiros ou até mesmo definitivos.

O traumatismo repetitivo nos músculos, tendões e osso, associado a atividades biomecânicas incorretas resultam em dor e incapacidade funcional.

A dor é o principal sintoma durante ou após a atividade física e é decorrente de uma resposta inflamatória nos tecidos causados pelo stress repetitivo. Os locais de ocorrência são na parte interna e/ou lateral dos cotovelos.

Trata-se do “tennis elbow” ou cotovelo de tenista, que é um tipo de tendinite.

Apesar de possuir este nome, não é exclusiva de praticantes de tênis, pois também pode ocorrer em pessoas que praticam esforços ou movimentos repetitivos sobrecarregando os tendões dos cotovelos.

Assim, quando inflamados, surge a dor, que pode ser discreta até extremamente incapacitante, principalmente ao se fazer a extensão do punho e rotação do antebraço sobre seu eixo mecânico.

A causa desta tendinite tem vários motivos, sendo que os mais comuns são: movimento inadequado nos golpes ao praticar o esporte, tamanho inadequado da empunhadura da raquete, encordoamento inadequado, não se completar completamente os movimentos e segurar a raquete com força excessiva.

Não se pode excluir outras doenças próprias da pessoa como fatores contributivos para a origem do problema: diabetes mellitus, hipotireoidismo e doenças reumatologias.

O tratamento deve procurar identificar a causa básica e tentar eliminá-la.

De início o uso de crioterapia (gelo no local) é recomendado, assim como o uso de anti-inflamatórios e analgésicos.

Parar de praticar tênis temporariamente ou diminuir o ritmo pode ser aconselhado. Reduzir a tensão nas cordas e utilizar materiais mais macios para diminuir o impacto também são outras recomendações.

Fisioterapia convencional também é útil, com analgesia e posterior alongamento dos grupos musculares acometidos.

O uso de imobilizadores (tensores elásticos) no cotovelo podem ajudar a transferir a tensão do local da inflamação, aliviando a dor, mas, por si só, não resolvem o problema.

Quando os sintomas forem persistentes, pode-se instituir infiltrações, sendo que o uso do plasma rico em plaquetas – PRP – em caso de roturas tendíneas pode ser alternativa biológica à cirurgia, tendo relatos em literatura científica desde o ano de 2006.

A indicação cirúrgica somente é posta em prática em lesões crônicas não responsivas aos tratamentos convencionais.