Diálise Peritoneal – CAPD E DPA

Perguntas frequentes sobre Diálise Peritoneal – CAPD e DPA

O que é a diálise peritoneal?

A chamada diálise peritoneal ambulatorial contínua ou CAPD (iniciais das palavras em inglês) é uma modalidade de filtração das toxinas sangüíneas em que se utiliza a membrana peritoneal (no abdome) como depurador do sangue.

Como é feita a diálise peritoneal?

Um cateter é instalado no abdome, na chamada cavidade peritoneal e através deste é introduzido cerca de dois litros de líquido de diálise, já preparado e estéril, que é fornecido em bolsas plásticas flexíveis e atóxicas; este líquido permanece de 6 a oito horas no abdome e será trocado de 3 a 4 ou mais vezes por dia, todos os dias. Assim justifica-se o nome de diálise contínua.

Quem faz as trocas das bolsas da diálise?

Quem faz as trocas das bolsas é o próprio paciente ou um parente próximo, sendo que um enfermeiro ou enfermeira será o responsável inicial pelo treinamento do paciente e de seus familiares para efetuar as trocas.

Quais são as vantagens desse tratamento?

As vantagens deste tipo de diálise são a limpeza contínua das toxinas do organismo, realização do tratamento em casa e ajuste dos horários conforme as necessidades do paciente.

Existem desvantagens nesse tratamento?

Como todo tratamento existem desvantagens, e a principal delas é a possibilidade de ocorrer peritonite (infecção da cavidade peritoneal).

Diálise Peritoneal Cíclica Contínua (CCPD) ou Diálise Peritoneal Automatizada (DPA)

Existe também um outro tipo de trapamento peritoneal, o DPA. Na CCPD ou DPA, o tratamento tem duração média de 10 horas e é realizado durante a noite com uma máquina. A máquina cicladora monitora o volume e o tempo total da terapia, assim como o volume de infusão e drenagem. Esta modalidade permite maior adequação e flexibilidade à prescrição dialítica, personalizando o tratamento de acordo com as características individuais de cada membrana peritoneal. A máquina cicladora apresenta um sistema computadorizado que identifica e registra todos os alarmes ocorridos durante os ciclos de diálise.

Este tipo de suporte tecnológico garante maior conforto e segurança ao paciente, permitindo que o tratamento seja realizado à noite enquanto o paciente dorme. O risco de complicação ou infecção reduz significativamente devido a menor manipulação e abertura do sistema. O tratamento é realizado pelo próprio paciente e/ou familiar na sua residência. Paciente e familiares são treinados e habilitados pelos profissionais de saúde (enfermeiras e médicos) do centro de tratamento (clínica).

Fonte: SBN & Instituto do Rim do Paraná